Puta Sacada 52

1 nov

Para tirar a teia de aranha do blog, vou falar desse filme, que já está manjado nos blogs de publicidade, mas não posso deixar de colocar aqui (atrasado, bem atrasado).

O filme mostra o corcovado no Rio de Janeiro se transformar em um gigante de pedra… é não dá para falar mais nada e vou te convidar a rever a produção da The Mill, porque provavelmente você já assistiu milhões de vezes.

A inspiração: Há uma lenda que diz que no Rio de Janeiro há um “Gigante adormecido”. A foto abaixo foi encomendada pela O2 Filmes para a Expo World em Shangai. Pode-se ver mais aqui.

O texto abaixo foi retirado do vídeo oficial do YouTube e vale muiiito a pena ler. É de arrepiar. Pelo menos eu me arrepiei.

No início dos tempos, na parte sul das Américas, habitava um gigante. Um dos poucos que andavam sobre a Terra.

Gigante pela própria natureza, e sendo natureza ele próprio, era feito de rochas, terra e matas, que moldavam sua figura. Pássaros e bichos pousavam e viviam em seu corpo e rios corriam em suas veias. Era como um imenso pedaço de paisagem que andava e tinha vontade própria.

Caminhava com passadas vastas como vales e tinha a estatura de montanhas sobrepostas. Ao norte, em seu caminho, encontrava sol quente e brilhante nas quatro estações do ano. Ao sul, planaltos infindáveis. A oeste, planícies e terras cheias de diversidade. E a leste, quilômetros e quilômetros de praias onde o mar tocava a terra gentilmente, desde sempre. Havia também uma floresta como nenhuma outra no planeta. Tão grande, verde e viva que funcionava como o pulmão de todo o continente à sua volta.

Mesmo diante de tudo isso, um dia, enquanto caminhava, o gigante se inquietou.

Parou então à beira-mar e ali, entre as águas quentes do Atlântico e uma porção de terra que subia em morros, deitou-se. E, deitado nesse berço esplêndido, olhou para o céu azul acima se perguntando: “O que me faz gigante?”.

Em seguida, imaginando respostas, caiu em sono profundo.

Por eras, que para os gigantes são horas, ele dormiu. Seu corpo gigantesco estirado, o joelho dobrado formando um grande monte, uma rocha imensa denunciando seu torso titânico e a cabeça indizível, coberta de árvores e limo.

Dormiu até se tornar lenda no mundo. Uma lenda que dizia que o futuro pertencia ao gigante, mas que ele nunca acordaria e que o futuro seria para ele sempre isso: futuro.

No entanto, com o passar do tempo ficou claro que nem mesmo as lendas devem dizer “nunca”.

Depois de muito sonhar com a pergunta sobre si, o gigante finalmente despertou com a resposta.

Acordou, ergueu-se sobre a terra da qual era parte e ficou de frente para o horizonte.

Tirou então um dos pés do chão e, adentrando o mar, deu um primeiro passo.

Um passo decidido em direção ao mundo lá fora para encontrar seu destino.

Agora sabendo que o que o faz um gigante não é seu tamanho, mas o tamanho dos passos que dá.

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